terça-feira, 17 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Antropologia da arte
Antropologia da arte
Antropologia da arte é o estudo das
características dos objetos e produções consideradas artísticas que o homemproduz na sociedade em cada época, levando em conta que a Antropologia pode ser entendida como o estudo do homem, suas atividades, sua cultura
em um determinado momento histórico
(...) Franz Boas (1858-1942), antropólogo,
um dos críticos do evolucionismo, conduziu muitos estudos de campo das artes
primitivas – título de um dos mais importantes livros sobre esse tema
(Primitive Art,1927). Primitivo corresponde a arte estilizada das sociedades
sem escrita num fenômeno determinado pela tradição. (...) o objetivo de Boas era, justamente, demonstrar a
pluralidade de processos históricos e psicológicos abarcados pelo termo. A
variabilidade cultural do campo artístico. Destacava a importância do estudo do
método histórico ou entendimento do fenômeno cultural como resultante de
acontecimentos históricos e da identificação da unidade fundamental dos
processos mentais em todas as raças e culturas.
Classificação da arte
Somente para fins didáticos
podemos dividir a aplicação da antropologia nas diversas áreas da nossa estética ocidental
ou seja: artes plásticas, literatura, música (etnomusicologia),
dança, teatro etc. Em relação às artes comparadas antropólogo Claude Lévi-Strauss[2] chama
atenção ao uso abusivo que se fez desse artifício exclusivamente para provar contatos
culturais, fenômenos de difusão e empréstimos.
O crítico e historiador da arte
alemão Erwin Panofsky (1892 - 1968), fazia
distinção entre iconografia e iconologia, definiu iconografia como o estudo
tema ou assunto, e iconologia o estudo do significado. Esse autor[3] demonstra
como o esquema perceptivo de cada cultura ou época histórica é único e como
cada qual dá destaque a uma diferente, mas igualmente plena visão do mundo.
Segundo Almeida
(op.c.) há uma concordância entre Boas e Panofsky quando esse último o destaca
a relevância dos estudos de iconografia, e afirma que, "quanto mais a proporção
de ênfase na 'ideia' ou 'forma' se aproxima de um estado de equilíbrio, mais a
obra revelará o que se chama 'conteúdo'". De fato, em sentido análogo,
Boas assevera que ‘quanto mais firme a associação entre uma forma e uma ideia
definida, mais estreitamente se estabelece ocaráter expressionista
da arte’.(...)
Iconografia e iconologia
Iconografia e iconologia
Panofsky fazia distinção entre iconografia e iconologia. em Estudos em Iconologia (1939) dando exemplos sobre as diferenças. Ele definiu iconografia como o estudo tema ou assunto, e iconologia o estudo do significado. Ele exemplifica o ato de um homem levantar o chapéu. Num primeiro momento (ICONOGRAFIA) é um homem que retira da cabeça um chapéu, num segundo momento, (ICONOLOGIA) menciona que ao levantar o chapéu educadamente, esse gesto é "resquício do cavalherismo medieval: os homens armados costumavam retirar os elmos para deixarem claras suas intenções pacíficas". Enfatizando a importância dos costumes cotidianos para se compreender as representações simbólicas.
Em 1939, o livro Estudos em Iconologia, Panofsky detalha suas idéias sobre os três níveis da compreensão da história da arte:
- Primário, aparente ou natural: o nível mais básico de entendimento, esta camada consiste na percepção da obra em sua forma pura. Tomando-se, por exemplo, uma pintura da Última Ceia. Se nós pararmos no primeiro nível, o quadro poderia ser percebido somente como uma pintura de treze homens sentados à mesa. Este primeiro nível é o mais básico para o entendimento da obra, despojado de qualquer conhecimento ou contexto cultural.
- Secundário ou convencional: Este nível avança um degrau e traz a equação cultural e conhecimento iconográfico. Por exemplo, um observador do Ocidente entenderia que a pintura dos treze homens sentados à mesa representaria a Última Ceia. Similarmente, vendo a representação de um homem com auréola com um leão poderia ser interpretado como o retrato de São Jerônimo.
- Significado Intrínseco ou conteúdo (Iconologia): este nível leva em conta a história pessoal, técnica e cultural para entender uma obra. Parece que a arte não é um incidente isolado, mas um produto de um ambiente histórico. Trabalhando com estas camadas, o historiador de arte coloca-se questões como "por que São Jerônimo foi um santo importante para o patrono desta obra?" Essentialmente, esta última camada é uma síntese; é o historiador da arte se perguntando: "o que isto significa"?
Para Panofsky, era importante considerar os três estratos como ele examinou a arte renascentista. Irving Lavin diz que "era esta insistência sobre o significado e sua busca - especialmente nos locais onde ninguém suspeitava que havia - que levou Panofsky a entender a arte, não como os historiadores haviam feito até então, mas como um empreendimento intelectual no mesmo nível que as tradicionais artes liberais".
Erwin Panofsky (Hannover,1892 - Princeton, Nova Jérsia, 1968) foi um crítico e historiador da arte alemão, um dos principais representantes do chamado método iconológico, estudos acadêmicos em iconografia.
fonte: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Erwin_Panofsky
domingo, 25 de março de 2012
Conceito de Holística
A holística pertence e refere-se ao holismo, que é uma tendência ou corrente que analisa os fenómenos do ponto de vista das múltiplas interacções que os caracterizam. O holismo considera que todas as propriedades de um sistema não podem ser determinadas ou explicadas como a soma das suas componentes. Por outras palavras, o holismo considera que o sistema completo se comporta de um modo diferente da soma das suas partes.
Desta forma, o holismo ressalva a importância do todo como algo que transcende à soma das partes, destacando a importância da interdependência destas. Cabe mencionar que o holos (um termo grego que significa “todo” ou “inteiro”) alude a contextos e complexidades que se relacionam entre si, pelo facto de ser dinâmico.
Na abordagem holística, o todo e cada uma das partes encontram-se ligados com interacções constantes. Como tal, cada acontecimento está relacionado com outros acontecimentos, os quais produzem entre si novas relações e fenómenos num processo que compromete o todo.
A percepção dos processos e das situações deve ter lugar com base no próprio holos, já que, na sequência do seu dinamismo, surge uma nova sinergia, ocorrem novas relações e assiste-se a novos acontecimentos. Portanto, o todo é determinante, inclusive se tal reconhecimento não impedir que seja analisado cada caso em particular.
A perspectiva holística implica uma superação dos paradigmas para propiciar a figura do sintagma, vista como uma integração de paradigmas. Uma atitude sintagmática supõe a convergência de diversas perspectivas, o que só é possível com critérios holísticos.
fonte: http://conceito.de/holistica
domingo, 25 de setembro de 2011
Visão Holística
A idéia do holismo não é nova. Ela está subjacente a várias concepções filosóficas ao longo de toda a evolução do pensamento humano. O termo holismo origina-se do grego holos, que significa todo. N o século VI antes de cristo, o filósofo Heráclito de Efeso já dizia “A parte é diferente do todo, mas também é o mesmo que o todo. A essência é o todo e a parte”. Holística pode, também, ser designada pela força vital responsável pela formação de conjuntos - O próprio universo seria um conjunto em constante formação.
A palavra holismo significa “a tendência, que se supõe seja própria do Universo, a sintetizar unidades em totalidades organizadas”. Por este e vários outros motivos aconteceu uma distorção no emprego e definição da mesma. A grande maioria das pessoas tem hoje uma relação errônea com esta abordagem, através dos movimentos pseudo-esotéricos, que utilizaram esta palavra, desconhecida pela maioria da população, para divulgar e buscar aceitação dos mesmos. Porém a sua realidade é científica e muito lógica.
O Todo e Parte Tudo o que há na natureza, seja o homem, um minúsculo inseto, uma molécula, ou até mesmo as grandiosas galáxias que brilham na noite, são considerados “todos”, em relação às suas partes constituintes, mas também são partes de todos maiores. E tudo isso, todos e partes, são interligados, são interdependentes, numa totalidade harmônica e funcional, uma perpétua oscilação onde o todo e as partes se esclarecem mutuamente. Essa concepção holística do Universo mostra a existência viva de uma relação dialética entre os fenômenos e sua essência, entre o particular e o universal, entre a base material e consciência, entre a imaginação e razão.
Uma forma de ver e compreender o mundo A holística é uma visão de mundo que vem se contrapor à visão dualista, fragmentadora e mecanicista que despojou o ser humano da sua unidade, ao longo desses séculos de civilização tecnológicas e racionalismo exacerbado. É basicamente uma atitude diante da realidade, uma forma de ver e compreender o mundo, um espaço onde é permitido um intercâmbio dinâmico entre Ciência, Arte, Filosofia e Tradições Espirituais, sendo exatamente esse intercâmbio que se propõem como uma das mais criativas formas de enfrentamento dos desafios deste final de século. Sendo uma atitude diante da vida uma forma de compreender e de estar no mundo, o pensamento holístico permeia todos os níveis de atuação do indivíduo. Admite todas as religiões. Admite todos os sistemas filosóficos. Mas não os mescla, não os mistura. Respeita o que cada um tem de importante e entende que a diversidade é não somente aceitável como até recomendável e essencial para a riqueza e a fertilização do pensamento. Não exclui, não condena, não separa. Não nega nem afirma. O pensamento holístico considera que em cada coisa está representado o Todo, e que este transcende a simples soma de suas partes. Trata tão somente de construir pontes, de estabelecer nexos e correlações entre campos até então considerados inconciliáveis.
a exposição " Conceitos"
Arte Holistica
Conceitos...
É uma exposição-obra, da artista Marcia Lins, e consiste em um sistema de instalações que estimulam a experiência sensorial e a atitude criativa e interativa. A exposição faz parte de um evento no qual acontece simultaneamente o ciclo de palestras “Arte e Museologia na Contemporaneidade”. Neste são discutidas questões pertinentes à arte contemporânea e ao museu. A exposição trata transversalmente temas como Estética, Arte e Museu, Exposição, Preservação e Crítica de Arte. O evento tem lugar na UNIRIO, no bairro da Urca, entre os dias 12 e 17 de setembro de 2005. Das 9:00 às 12:00 horas ( Av. Pasteur 458, URCA)
A Exposição "Conceitos..."
por Marcia Lins
por Marcia Lins
Dentro da idéia de trabalharmos as questões conceituais, a proposta para a exposição foi a de tomarmos alguns temas que já são relacionados à arte, à cultura e ao museu, para com eles trazermos um exercício de reflexão do fazer artístico, ao qual denominei meta-arte.
Alguns temas abordados foram : memória, intenção, propriedade (particular/público), criação, conservação, preservação, origem (pessoal/coletivo), representação, pertencimento (inclusão/exclusão). A linha condutora dentro do espaço expositivo foi a referencia temporal à vida - nascimento, infância, adolescência, maturidade e morte, em um ciclo que se renova.
Tendo como foco a reflexão acerca do valor da arte e de sua função, tratamos transversalmente as questões de valor cultural e social, que acreditamos determinantes no fazer artístico. Fazer este, que não deve se permitir ser excludente ou omisso.
Alguns temas abordados foram : memória, intenção, propriedade (particular/público), criação, conservação, preservação, origem (pessoal/coletivo), representação, pertencimento (inclusão/exclusão). A linha condutora dentro do espaço expositivo foi a referencia temporal à vida - nascimento, infância, adolescência, maturidade e morte, em um ciclo que se renova.
Tendo como foco a reflexão acerca do valor da arte e de sua função, tratamos transversalmente as questões de valor cultural e social, que acreditamos determinantes no fazer artístico. Fazer este, que não deve se permitir ser excludente ou omisso.
memória e espaço
Nem mesmo sei por que fiz. Lembrava, é certo, daquele prazer antigo das cores no papel. O cheiro do lápis cera. Em que desvio havia me perdido? Não era necessário voltar. Não tinha vontade de voltar, mas de compreender estas lembranças tão mágicas e torná-las vivas. Assim, comecei a rabiscar apreendendo um gesto passado, trazendo memórias dos traços da infância. E então sobre esta camada de cor, uma nova camada de lembranças. Até que afinal, vejo tudo junto, como se não tivesse havido o tempo. Como se pudesse agora, através de minhas memórias, ser todas as que já fui.
tensão e equilíbrio
O fio me fascina. O fio que é tecido e que muda de dimensão. Gosto de fio emaranhado, de nós. Das possibilidades de tecer o espaço. Gosto da tensão do equilíbrio. Eu gosto de trabalhar o fio com as mãos – gosto das marcas. Expressões inesperadas... Trabalho o arame buscando o prazer, me libertando da expectativa de uso e função. Vou explorando o contato com o material. Com a ponta dos dedos torno o fio reto. Só depois vou explorando as possibilidades, experimentando. Buscando o equilíbrio dinâmico das interações.
dimensão
Recordo de um período na infância, em que aprendia conceitos de tamanho: largueza e proporção. Pensava neste tempo, que o pequeno era o grande encolhido. Então fui apreendendo o mundo com os braços e as mãos, e vi que um fazer pequeno é bem distinto de um fazer gigante. E que “grande e pequeno” era como “próximo e distante”. Não era uma propriedade, mas uma relação. Gosto do fazer pequeno e do fazer grande. Gosto de fazer grande do pequeno (e pequeno no grande).
A arte não tem nacionalidade.
Sua localização é cultural, assim como sua temporalidade é histórica.
Dimensões de leitura.
pertinência e tempo
Isso de pertencer é questão de momento? Numa hora pertence, noutra é impertinente... É questão talvez do olhar. Da possibilidade de ver. Posso mesmo pensar ou sentir que algo é pertinente. A forma que parece fazer parte... Ou um conteúdo imanente. Mas se consigo voar para além do tempo... Brinco de pertence-não-pertence. O que pertence é o que parece pertencer? E o que envolve ou oprime? O que invade? Ou faço da pertinência uma atitude do cuidado...
criação
O movimento de criação é movimento de captura. O olhar é levado a cada cosmo, a cada dimensão. Escolhemos e ordenamos imagens ou sons. Para, à seguir, libertá-los.
Integração e dissolução
Fico pensando se, de fato, existe a desagregação ou se, à sombra do tempo, nos falta percepção.
Cultura Holística
O BLOG Cultura Holística é destinado ao encontro de todas as questões relativas ao pensamento, concepção, criação e atuação dentro da filosofia holística e principalmente a compreensão da cultura dentro deste novo paradigma
"A palavra “holismo” vem do grego “holos” que significa “todo”, “inteiro”, “completo”, e é usada para designar um modo de pensar, ou considerar a realidade, segundo a qual nada pode ser explicado pela mera ordenação ou disposição das partes, mas antes pelas relações que elas mantém entre si e com o próprio todo. As realidades poderiam ser entendidas em dois estágios: o primeiro seria o “todo” e este, por sua vez, seria composto por partes distintas porém inter-relacionadas, apenas compreensíveis dentro do contexto do “todo”.
Em 1926 a palavra “holismo” foi empregada por Jan Christian Smuts em seu livro “Holism and Evolution” (Holismo e Evolução), porém com uma definição bem mais abrangente do que a empregada atualmente. Mas o holismo só tomou força a partir da década de 80 quando passou a ser empregado para tentar explicar um novo paradigma que deveria ser empregado a fim de anular os diversos distúrbios causados pelo homem na natureza. Por isso, o holismo é freqüentemente associado a discursos ambientalistas.
O holismo, na verdade, surge da crise que abalou os alicerces da ciência questionando o postulado de qualquer filosofia reducionista, que baseada na lógica do pensamento cartesiano-newtoniano, deixa de considerar as interações existentes entre tudo o que existe e as conseqüências de qualquer alteração nestas interações que, segundo afirmam alguns seriam as responsáveis pelo desequilíbrio enfrentado pelo mundo hoje (seja do ponto de vista social, econômico ou ambiental)."Fontes
TERRICABRAS, J. M., et al. Diccionario de Filosofia, Tomo II (E-J).Editoral Arial S.A., Barcelona, 1994.
TERRICABRAS, J. M., et al. Diccionario de Filosofia, Tomo II (E-J).Editoral Arial S.A., Barcelona, 1994.
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