segunda-feira, 16 de julho de 2012

Antropologia da arte


Antropologia da arte

Antropologia da arte é o estudo das características dos objetos e produções consideradas artísticas que o homemproduz na sociedade em cada época, levando em conta que a Antropologia pode ser entendida como o estudo do homem, suas atividades, sua cultura em um determinado momento histórico

(...) Franz Boas (1858-1942), antropólogo, um dos críticos do evolucionismo, conduziu muitos estudos de campo das artes primitivas – título de um dos mais importantes livros sobre esse tema (Primitive Art,1927). Primitivo corresponde a arte estilizada das sociedades sem escrita num fenômeno determinado pela tradição. (...) o objetivo de Boas era, justamente, demonstrar a pluralidade de processos históricos e psicológicos abarcados pelo termo. A variabilidade cultural do campo artístico. Destacava a importância do estudo do método histórico ou entendimento do fenômeno cultural como resultante de acontecimentos históricos e da identificação da unidade fundamental dos processos mentais em todas as raças e culturas.

Classificação da arte

Somente para fins didáticos podemos dividir a aplicação da antropologia nas diversas áreas da nossa estética ocidental ou seja: artes plásticas, literatura, música (etnomusicologia), dança, teatro etc. Em relação às artes comparadas antropólogo Claude Lévi-Strauss[2] chama atenção ao uso abusivo que se fez desse artifício exclusivamente para provar contatos culturais, fenômenos de difusão e empréstimos.
O crítico e historiador da arte alemão Erwin Panofsky (1892 - 1968), fazia distinção entre iconografia e iconologia, definiu iconografia como o estudo tema ou assunto, e iconologia o estudo do significado. Esse autor[3] demonstra como o esquema perceptivo de cada cultura ou época histórica é único e como cada qual dá destaque a uma diferente, mas igualmente plena visão do mundo.
Segundo Almeida (op.c.) há uma concordância entre Boas e Panofsky quando esse último o destaca a relevância dos estudos de iconografia, e afirma que, "quanto mais a proporção de ênfase na 'ideia' ou 'forma' se aproxima de um estado de equilíbrio, mais a obra revelará o que se chama 'conteúdo'". De fato, em sentido análogo, Boas assevera que ‘quanto mais firme a associação entre uma forma e uma ideia definida, mais estreitamente se estabelece ocaráter expressionista da arte’.(...)

Iconografia e iconologia


Iconografia e iconologia

Panofsky fazia distinção entre iconografia e iconologia. em Estudos em Iconologia (1939) dando exemplos sobre as diferenças. Ele definiu iconografia como o estudo tema ou assunto, e iconologia o estudo do significado. Ele exemplifica o ato de um homem levantar o chapéu. Num primeiro momento (ICONOGRAFIA) é um homem que retira da cabeça um chapéu, num segundo momento, (ICONOLOGIA) menciona que ao levantar o chapéu educadamente, esse gesto é "resquício do cavalherismo medieval: os homens armados costumavam retirar os elmos para deixarem claras suas intenções pacíficas". Enfatizando a importância dos costumes cotidianos para se compreender as representações simbólicas.
Em 1939, o livro Estudos em Iconologia, Panofsky detalha suas idéias sobre os três níveis da compreensão da história da arte:
  • Primário, aparente ou natural: o nível mais básico de entendimento, esta camada consiste na percepção da obra em sua forma pura. Tomando-se, por exemplo, uma pintura da Última Ceia. Se nós pararmos no primeiro nível, o quadro poderia ser percebido somente como uma pintura de treze homens sentados à mesa. Este primeiro nível é o mais básico para o entendimento da obra, despojado de qualquer conhecimento ou contexto cultural.
  • Secundário ou convencional: Este nível avança um degrau e traz a equação cultural e conhecimento iconográfico. Por exemplo, um observador do Ocidente entenderia que a pintura dos treze homens sentados à mesa representaria a Última Ceia. Similarmente, vendo a representação de um homem com auréola com um leão poderia ser interpretado como o retrato de São Jerônimo.
  • Significado Intrínseco ou conteúdo (Iconologia): este nível leva em conta a história pessoal, técnica e cultural para entender uma obra. Parece que a arte não é um incidente isolado, mas um produto de um ambiente histórico. Trabalhando com estas camadas, o historiador de arte coloca-se questões como "por que São Jerônimo foi um santo importante para o patrono desta obra?" Essentialmente, esta última camada é uma síntese; é o historiador da arte se perguntando: "o que isto significa"?
Para Panofsky, era importante considerar os três estratos como ele examinou a arte renascentista. Irving Lavin diz que "era esta insistência sobre o significado e sua busca - especialmente nos locais onde ninguém suspeitava que havia - que levou Panofsky a entender a arte, não como os historiadores haviam feito até então, mas como um empreendimento intelectual no mesmo nível que as tradicionais artes liberais".

Erwin Panofsky (Hannover,1892 - PrincetonNova Jérsia1968) foi um crítico e historiador da arte alemão, um dos principais representantes do chamado método iconológico, estudos acadêmicos em iconografia.
fonte: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Erwin_Panofsky

domingo, 25 de março de 2012

Conceito de Holística

A holística pertence e refere-se ao holismo, que é uma tendência ou corrente que analisa os fenómenos do ponto de vista das múltiplas interacções que os caracterizam. O holismo considera que todas as propriedades de um sistema não podem ser determinadas ou explicadas como a soma das suas componentes. Por outras palavras, o holismo considera que o sistema completo se comporta de um modo diferente da soma das suas partes.
Desta forma, o holismo ressalva a importância do todo como algo que transcende à soma das partes, destacando a importância da interdependência destas. Cabe mencionar que o holos (um termo grego que significa “todo” ou “inteiro”) alude a contextos e complexidades que se relacionam entre si, pelo facto de ser dinâmico.
Na abordagem holística, o todo e cada uma das partes encontram-se ligados com interacções constantes. Como tal, cada acontecimento está relacionado com outros acontecimentos, os quais produzem entre si novas relações e fenómenos num processo que compromete o todo.
A percepção dos processos e das situações deve ter lugar com base no próprio holos, já que, na sequência do seu dinamismo, surge uma nova sinergia, ocorrem novas relações e assiste-se a novos acontecimentos. Portanto, o todo é determinante, inclusive se tal reconhecimento não impedir que seja analisado cada caso em particular.
A perspectiva holística implica uma superação dos paradigmas para propiciar a figura do sintagma, vista como uma integração de paradigmas. Uma atitude sintagmática supõe a convergência de diversas perspectivas, o que só é possível com critérios holísticos.