Antropologia da arte
Antropologia da arte é o estudo das
características dos objetos e produções consideradas artísticas que o homemproduz na sociedade em cada época, levando em conta que a Antropologia pode ser entendida como o estudo do homem, suas atividades, sua cultura
em um determinado momento histórico
(...) Franz Boas (1858-1942), antropólogo,
um dos críticos do evolucionismo, conduziu muitos estudos de campo das artes
primitivas – título de um dos mais importantes livros sobre esse tema
(Primitive Art,1927). Primitivo corresponde a arte estilizada das sociedades
sem escrita num fenômeno determinado pela tradição. (...) o objetivo de Boas era, justamente, demonstrar a
pluralidade de processos históricos e psicológicos abarcados pelo termo. A
variabilidade cultural do campo artístico. Destacava a importância do estudo do
método histórico ou entendimento do fenômeno cultural como resultante de
acontecimentos históricos e da identificação da unidade fundamental dos
processos mentais em todas as raças e culturas.
Classificação da arte
Somente para fins didáticos
podemos dividir a aplicação da antropologia nas diversas áreas da nossa estética ocidental
ou seja: artes plásticas, literatura, música (etnomusicologia),
dança, teatro etc. Em relação às artes comparadas antropólogo Claude Lévi-Strauss[2] chama
atenção ao uso abusivo que se fez desse artifício exclusivamente para provar contatos
culturais, fenômenos de difusão e empréstimos.
O crítico e historiador da arte
alemão Erwin Panofsky (1892 - 1968), fazia
distinção entre iconografia e iconologia, definiu iconografia como o estudo
tema ou assunto, e iconologia o estudo do significado. Esse autor[3] demonstra
como o esquema perceptivo de cada cultura ou época histórica é único e como
cada qual dá destaque a uma diferente, mas igualmente plena visão do mundo.
Segundo Almeida
(op.c.) há uma concordância entre Boas e Panofsky quando esse último o destaca
a relevância dos estudos de iconografia, e afirma que, "quanto mais a proporção
de ênfase na 'ideia' ou 'forma' se aproxima de um estado de equilíbrio, mais a
obra revelará o que se chama 'conteúdo'". De fato, em sentido análogo,
Boas assevera que ‘quanto mais firme a associação entre uma forma e uma ideia
definida, mais estreitamente se estabelece ocaráter expressionista
da arte’.(...)
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