domingo, 25 de setembro de 2011
a exposição " Conceitos"
Arte Holistica
Conceitos...
É uma exposição-obra, da artista Marcia Lins, e consiste em um sistema de instalações que estimulam a experiência sensorial e a atitude criativa e interativa. A exposição faz parte de um evento no qual acontece simultaneamente o ciclo de palestras “Arte e Museologia na Contemporaneidade”. Neste são discutidas questões pertinentes à arte contemporânea e ao museu. A exposição trata transversalmente temas como Estética, Arte e Museu, Exposição, Preservação e Crítica de Arte. O evento tem lugar na UNIRIO, no bairro da Urca, entre os dias 12 e 17 de setembro de 2005. Das 9:00 às 12:00 horas ( Av. Pasteur 458, URCA)
A Exposição "Conceitos..."
por Marcia Lins
por Marcia Lins
Dentro da idéia de trabalharmos as questões conceituais, a proposta para a exposição foi a de tomarmos alguns temas que já são relacionados à arte, à cultura e ao museu, para com eles trazermos um exercício de reflexão do fazer artístico, ao qual denominei meta-arte.
Alguns temas abordados foram : memória, intenção, propriedade (particular/público), criação, conservação, preservação, origem (pessoal/coletivo), representação, pertencimento (inclusão/exclusão). A linha condutora dentro do espaço expositivo foi a referencia temporal à vida - nascimento, infância, adolescência, maturidade e morte, em um ciclo que se renova.
Tendo como foco a reflexão acerca do valor da arte e de sua função, tratamos transversalmente as questões de valor cultural e social, que acreditamos determinantes no fazer artístico. Fazer este, que não deve se permitir ser excludente ou omisso.
Alguns temas abordados foram : memória, intenção, propriedade (particular/público), criação, conservação, preservação, origem (pessoal/coletivo), representação, pertencimento (inclusão/exclusão). A linha condutora dentro do espaço expositivo foi a referencia temporal à vida - nascimento, infância, adolescência, maturidade e morte, em um ciclo que se renova.
Tendo como foco a reflexão acerca do valor da arte e de sua função, tratamos transversalmente as questões de valor cultural e social, que acreditamos determinantes no fazer artístico. Fazer este, que não deve se permitir ser excludente ou omisso.
memória e espaço
Nem mesmo sei por que fiz. Lembrava, é certo, daquele prazer antigo das cores no papel. O cheiro do lápis cera. Em que desvio havia me perdido? Não era necessário voltar. Não tinha vontade de voltar, mas de compreender estas lembranças tão mágicas e torná-las vivas. Assim, comecei a rabiscar apreendendo um gesto passado, trazendo memórias dos traços da infância. E então sobre esta camada de cor, uma nova camada de lembranças. Até que afinal, vejo tudo junto, como se não tivesse havido o tempo. Como se pudesse agora, através de minhas memórias, ser todas as que já fui.
tensão e equilíbrio
O fio me fascina. O fio que é tecido e que muda de dimensão. Gosto de fio emaranhado, de nós. Das possibilidades de tecer o espaço. Gosto da tensão do equilíbrio. Eu gosto de trabalhar o fio com as mãos – gosto das marcas. Expressões inesperadas... Trabalho o arame buscando o prazer, me libertando da expectativa de uso e função. Vou explorando o contato com o material. Com a ponta dos dedos torno o fio reto. Só depois vou explorando as possibilidades, experimentando. Buscando o equilíbrio dinâmico das interações.
dimensão
Recordo de um período na infância, em que aprendia conceitos de tamanho: largueza e proporção. Pensava neste tempo, que o pequeno era o grande encolhido. Então fui apreendendo o mundo com os braços e as mãos, e vi que um fazer pequeno é bem distinto de um fazer gigante. E que “grande e pequeno” era como “próximo e distante”. Não era uma propriedade, mas uma relação. Gosto do fazer pequeno e do fazer grande. Gosto de fazer grande do pequeno (e pequeno no grande).
A arte não tem nacionalidade.
Sua localização é cultural, assim como sua temporalidade é histórica.
Dimensões de leitura.
pertinência e tempo
Isso de pertencer é questão de momento? Numa hora pertence, noutra é impertinente... É questão talvez do olhar. Da possibilidade de ver. Posso mesmo pensar ou sentir que algo é pertinente. A forma que parece fazer parte... Ou um conteúdo imanente. Mas se consigo voar para além do tempo... Brinco de pertence-não-pertence. O que pertence é o que parece pertencer? E o que envolve ou oprime? O que invade? Ou faço da pertinência uma atitude do cuidado...
criação
O movimento de criação é movimento de captura. O olhar é levado a cada cosmo, a cada dimensão. Escolhemos e ordenamos imagens ou sons. Para, à seguir, libertá-los.
Integração e dissolução
Fico pensando se, de fato, existe a desagregação ou se, à sombra do tempo, nos falta percepção.
Cultura Holística
O BLOG Cultura Holística é destinado ao encontro de todas as questões relativas ao pensamento, concepção, criação e atuação dentro da filosofia holística e principalmente a compreensão da cultura dentro deste novo paradigma
"A palavra “holismo” vem do grego “holos” que significa “todo”, “inteiro”, “completo”, e é usada para designar um modo de pensar, ou considerar a realidade, segundo a qual nada pode ser explicado pela mera ordenação ou disposição das partes, mas antes pelas relações que elas mantém entre si e com o próprio todo. As realidades poderiam ser entendidas em dois estágios: o primeiro seria o “todo” e este, por sua vez, seria composto por partes distintas porém inter-relacionadas, apenas compreensíveis dentro do contexto do “todo”.
Em 1926 a palavra “holismo” foi empregada por Jan Christian Smuts em seu livro “Holism and Evolution” (Holismo e Evolução), porém com uma definição bem mais abrangente do que a empregada atualmente. Mas o holismo só tomou força a partir da década de 80 quando passou a ser empregado para tentar explicar um novo paradigma que deveria ser empregado a fim de anular os diversos distúrbios causados pelo homem na natureza. Por isso, o holismo é freqüentemente associado a discursos ambientalistas.
O holismo, na verdade, surge da crise que abalou os alicerces da ciência questionando o postulado de qualquer filosofia reducionista, que baseada na lógica do pensamento cartesiano-newtoniano, deixa de considerar as interações existentes entre tudo o que existe e as conseqüências de qualquer alteração nestas interações que, segundo afirmam alguns seriam as responsáveis pelo desequilíbrio enfrentado pelo mundo hoje (seja do ponto de vista social, econômico ou ambiental)."Fontes
TERRICABRAS, J. M., et al. Diccionario de Filosofia, Tomo II (E-J).Editoral Arial S.A., Barcelona, 1994.
TERRICABRAS, J. M., et al. Diccionario de Filosofia, Tomo II (E-J).Editoral Arial S.A., Barcelona, 1994.
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